segunda-feira, 29 de março de 2010

Fazer a Pia Brilhar








O método FLY alerta-nos que façamos nossa pia brilhar antes de deitar, assim quando levantamos pela manhã o nosso ânimo vai ser outro.

O que eu entendo por deixar a pia brilhar é: fechar o dia com chave de ouro. Durante todo o dia eu realizo muitas tarefas, tanto em casa como fora de casa, todas para o bem estar da minha família como para o meu próprio, e a sensação de dever cumprido se dá à noite, quando todos estão em casa, de banho tomado, barriguinha cheia, cada um fazendo suas atividades até a hora de dormir em uma cama limpinha e aconchegante. A última refeição do dia já terminou e pra fechar o dia com chave de ouro eu deixo minha cozinha arrumada.

Não estou falando somente de arrumar a pia não, mas de deixar tudo organizado na cozinha: fogão limpo, sobra de comida guardado em potes na geladeira, cada coisa no seu lugar, vasilha limpa no escorredor ou guardadas depois de secas e chão limpo. Sendo assim, limpo e organizo tudo que foi usado na cozinha neste dia, não levo para outro dia tarefas do dia anterior.

Deste modo sinto que encerrei meu dia. Amanhã terei outras atividades, outra agenda pra dar conta. O ruim é quando as coisas que deveriam ser feitas ontem e não foram feitas se acumulam. Sem contar com as que surgirão sem estarem programadas, os imprevistos. É melhor deixar espaço para ele, porque querendo ou não ele sempre aparece sem ser convidado.

Deixo minha pia brilhando todos os dias? Sim. É claro que há exceções. Digo exceções, por que a regra geral é deixar a pia brilhando todos os dias. Como falei acima, imprevistos acontecem, ex: quando surge um evento não programado e tenho que sair à noite e volto muito tarde e cansada; Neste caso, junto as vasilhas dentro da cuba da pia e encho com água e detergente. Pelo menos assim, não fica na cozinha, com a casa toda fechada, o cheiro de comida, Agrrrh, por que é um horror, né? Imagina acordar durante à noite pra beber água e sentir o cheiro de prato sujo de resto de comida jogado na pia. Estou falando de um evento não programado, porque, se eu sei que vou sair e que provavelmente vou chegar tarde e cansada, eu me programo para deixar minha pia brilhando ante de sair. Deste modo meu dia seguinte começa livre de atividades pendentes.


E você? Temo hábito de deixar sua pia brilhando todas as noites?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Amor Próprio






... Hoje mesmo, terminei o jantar e fui brincar com minha filha de seis anos que estava solicitando minha atenção.



Então comecei a entender o significado das letrinhas FLY - Finally Love Yourself (Finalmente Amando a Si Mesma). Muitas vezes nos queremos atender nossa família, filhos, casa e, esquecemos de nós mesmas. Esquecemos que se estamos bem, de bom humor, a tendência é contagiarmos àqueles que estão ao nosso redor, portanto o contrário também é verdade.

Durante esses anos participando do grupo, às vezes na janelinha, só lendo as mensagens; outra hora participando ativamente, aprendi muita coisa. Fui muito ajudada pelas FLYs e também na medida do possível dei minha contribuição.

Quero deixar bem claro que minha casa não é modelo de organização, ordem e limpeza. Muito pelo contrário, porque se fosse, eu não precisaria adotar o método FLY todos os dias quando acordo. Minha casa não é foto de revista de decoração ou aquelas apresentadas na revista Caras. Também não é casa de novela da Globo, que sempre está tudo organizadinho como se as pessoas não usassem o ambiente apresentado. Minha casa tem Vida. Aqui, moram pessoas que tem história, movimentam-se todos os dias, entra, sai, deixa rastro de casa habitada.


(Próximo Post falarei sobre meus Baby Steps FLY)

terça-feira, 23 de março de 2010

Idéias Criativas

...Às vezes estou com algum problema no serviço e quando deito, a mente clareia, as idéias vão surgindo, lembranças, e ai pela manhã eu posso resolver alguma coisa. Cada doido com suas manias, né? Vai entender?

Nessas idéias noturnas eu “inventei” meu organizador de gavetas. Vi um na net, muito bonito, procurei por aqui em Vitória e não encontrei. Vi também na net, um feito com garrafas pet e num gostei. Achei que não saberia fazer e não ficaria bom. Então fiquei a imaginar como fazer um. Com que material? Até que o cérebro funcionou. No outro dia pela manhã fui à papelaria e comprei EVA colorida: rosa pra Gabriela; lilás pra mim e azul pra Osmar. Cortei e colei com cola quente. Ficaram uma gracinha as gavetas de calcinhas e cuecas. Olha a foto ai:


















Aprendi no FLY que: um pouquinho é melhor do que nada, ou seja, se eu não tiver tempo de fazer do jeito que eu acho que é bom, posso fazer nem que seja alguma coisa, pois pior não vai ficar.

Desde então venho passando por processos de organização: primeiro foi minha casa; Depois minha sala no escritório onde trabalho, que também passou por mudanças. Durante 10 anos como secretária eu não conseguia me livrar de tanta papelada. Pois num é que consegui arquivar ou jogar fora o que não interessava mais? Acredita que teve época de eu guardar até propaganda achando que um dia alguém iria procurar? Agora não, meus arquivos estão etiquetados e datados. É lógico que falta muita coisa ainda pra melhorar, mas em relação ao que era está bom demais (rs).

O legal é que a partir de então, comecei a ter muitas idéias. Até já compartilhei no Grupo: maquiagem rápida http://eumulhermoderna.blogspot.com/2009/02/relax.html, organizar e separar as roupas que vai usar na semana e, me sentindo, fiz um vídeo sobre organização de bolsas http://eumulhermoderna.blogspot.com/2009/10/segredinhos-femininos.html



É claro que esse processo todo foi longo, num foi de uma hora para a outra, refaço constantemente minhas rotinas e ajusto conforme a necessidade. Afinal minha família e eu estamos sempre em movimento.

Outra coisa que descobri por experiência própria é que o sistema FLY prioriza a mulher e não a casa ou as tarefas domésticas. O FLY prioriza o bem estar do lar, da família, não a limpeza e perfeição, mesmo porque, perfeição não existe, né? O legal é que, dividindo um pouquinho todo dia, a gente pode “passear” por diversas atividades que temos que dar conta: trabalho fora de casa, trabalho dentro de casa, atenção para o marido, filhos e parentes, trabalho na igreja ou comunidade, atenção para nós mesmas, com uma rotina de mimos tipo ginástica, caminhada, depilação, cabelo, etc. E vamos falar a verdade num é assim mesmo? Nós, mulheres, num temos que dar conta de tudo isso e muito mais? E a mudança muitas vezes é brusca. Numa hora estou dando uma geral na casa e tenho que parar para atender um telefonema do serviço, pois meu chefe num encontra um ofício no nariz dele. Noutra hora, estou no escritório e tenho que atender meu sobrinho com problemas de matemática e dou explicações para ele por e-mail enquanto termino um relatório. Hoje mesmo, terminei o jantar e fui brincar com minha filha de seis anos que estava solicitando minha atenção.

Sua vida também é assim? Você também tem que dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo? E o sistema FLY, fez mudanças na sua vida? Deixe sua contribuição.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Tralhas



... Por isso que, depois, a gente pode soltar a mãozinha da mamãe (leia-se Espiadinha da Semana) e caminhar sozinha: Fazer nosso próprio Contra jornal, cardápio, Lista de limpeza Detalhada, etc.

Bom, continuei e me empolguei. Comecei meu primeiro Declutter. Gente! Retirei tanta coisa da minha casa que eu nem sabia mais que existia. Tanta coisa em duplicidade, quebrada (esperando para ser consertada um dia – que nunca chegava), coisas velhas que não serviam pra mais nada ou coisas boas para serem doadas, que não tinha serventia mais pra mim. Coisas que nunca usei e fiquei guardando pra quem sabe um dia eu venha precisar. Já estava com sete anos de casada e se não tinha usado ainda é porque não ia usar mesmo, né? Foram sacolas e sacolas, uma coisa de doido.

Também fiz um mega declutter na papelada. Acredita que eu tinha nota fiscal e manual de equipamento e eletrodoméstico que eu nem tinha mais? O negócio já tinha ido pro lixo e eu guardando o manual! Pra que? Pra ocupar espaço, pra acumular, pra me torturar, só pode. E extrato bancário? Desses que a gente retira em caixa rápido e que com o tempo vai se apagando e só fica o papel. Tinha aos montes.

Cada dia eu pegava um cômodo da casa e ia fazendo pedacinho, por pedacinho. Aprendi que o declutter nunca termina. Este foi meu primeiro de muitos.

Comecei a limpar lugares e móveis na minha casa que nunca tinham sidos limpos ou organizados por diarista nenhuma e nem mesmo por mim. Comecei então a conhecer de perto minha própria casa e minha família. Detectava quais eram as prioridades ou o que poderia ser adiado. Fiz minha própria lista de limpeza detalhada, meus cardápios, lista de compras, etc. Comecei de fato a organizar meu lar. Agendar e conciliar minhas tarefas com as da minha filha, natação, inglês, dever de casa, etc.

Eu estava tão empolgada que de madrugada, tinha algumas idéias em como organizar melhor minha casa e não conseguia dormir. Levantava no meio da noite pra colocar minhas idéias em prática. Teve um dia que achei que a copa ia ficar melhor se mudasse os móveis de lugar. Levantei e comecei a mudança. Meu marido levantou e me viu arrastando os móveis no meio da noite e achou que eu estava ficando doida (rs).

Eu tinha, e tenho muitas idéias durante meu período de descanso. Isso acontece sempre. Até mesmo com meu serviço de secretária. Às vezes estou com algum problema no serviço e quando deito, a mente clareia, as idéias vão surgindo, lembranças, e ai pela manhã eu posso resolver alguma coisa. Cada doido com suas manias, né? Vai entender?

E vocês têm manias? Quando iniciaram no FLY também ficaram empolgadas? E como vocês costumam ter “idéias” para resolver problemas? Conte pra gente, queremos saber. No próximo post continuarei falando sobre as mudanças que o método FLY trouxe pra mim.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Empolgação da Primeira Vez




EMPOLGAÇÃO

No primeiro momento pensei: gente é isso aqui que eu estava procurando. Era um achado. Aliás, eu nem imaginava que pudesse existir grupo de ajuda para organização doméstica. Lia todas as mensagens e recebi as mensagens que as moderadoras enviam para as recém associadas. Lia e relia essas mensagens, doidinha pra colocar em prática as dicas.

Então resolvi tentar, vamos ver no que ia dar. Segui os 31 passos. Um de cada vez. Ia seguindo dica por dica, dia após dia. E as Espiadinhas da Semana, enviada toda semana pela Moderadora Mor, Roseli de Araújo, Rô? Quê que era aquilo, meu Deus? Era um passo a passo. Perfeito. V-i-c-i-e-i.

A “Espiadinha da Semana” está para as iniciantes no FLY assim como a mão da mamãe está para os bebezinhos que estão aprendendo a andar. Com os braços da mãe o bebe se sente mais seguro, confiantes. Assim, todos os dias eu ansiava avidamente pelas Espiadinhas. Não conseguia passar meu dia sem elas. Hoje, quando alguma “novata” do grupo “grita” pelas Espiadinhas da Rô porque está demorando a ser enviada, eu dou um sorriso, e lembro que eu também já fiz isso. Eu olhava minhas mensagens umas 500 vezes por segundo esperando pela mãozinha da mamãe para dar meus passinhos iniciais no FLY, e quando não vinha ficava decepcionada. Mas quando estava lá eu ficava animada e caminhava tranqüila, tranqüila (rs). Seguia as missões, tirava idéia do cardápio que ela enviava e adorava os mimos.

Confesso que mesmo com os 31 baby steps enviado ficava difícil. Minhas dúvidas eram: por onde começar? Qual a diferença entre Decluttter e Hot Sports? Fazer as missões ou a lista detalhada de limpeza? Zonas, Benção do Lar, como fazer um cardápio, como fazer um Control journal? E outras, que aos poucos foram sendo dirimidas.

O que faz o sistema FLY funcionar para qualquer pessoa é que ele é adaptável, ajustável para cada, casa, família ou lugar, de acordo com suas peculiaridades. Cada pessoa é diferente uma da outra. Cada casa, cada família é diferente uma da outra. O que dá certo pra você, não necessariamente dá certo pra mim, e vice versa.

Talvez que por isso achei confuso no começo, confesso. Porque eu queria uma fórmula pronta. Um método que dissesse: primeiro faça isso, depois isso, e agora assim. Mas na verdade a gente acaba aprendendo como chegar a esta fórmula de acordo com nossas necessidades e capacidades. Por isso que, depois, a gente pode soltar a mãozinha da mamãe (leia-se Espiadinha da Semana) e caminhar sozinha: Fazer nosso próprio Contra jornal, cardápio, Lista de limpeza Detalhada, etc.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Iniciando II




Iniciando II

... Ai a gente reclama que a casa está desarrumada que não temos como dar conta e tal.

O legal do método GDT é que ele pode ser usado na vida de maneira geral, tanto pessoal, profissional ou doméstica. Levei muita coisa para o meu trabalho. Como secretária, recebo informações, solicitações e tenho que constantemente está fazendo projetos de tarefas a serem feitas.

Ainda navegando pela inter encontrei o blog Chega de Bagunça, http://chegadebagunca.blogspot.com/, da Paula Fuzeto, uma FLY. Muito bom, e o legal é que ela dá dicas super úteis e fáceis. Uma verdadeira mão na roda.


Neste blog eu encontrei dicas de como organizar meu guarda-roupa. Ele tava um caos. Lá eu também encontrei uma infinidade de dicas de organização. Aprendi que tudo na nossa casa tem casa, ou seja, as coisas não podem ficar jogadas, espalhadas. Mesmo em uma gaveta as coisas devem ficar organizadas por categoria e tamanho.


Ai foi um passo para o FLY. Encontrei um link do grupo americano, como não domino muito bem o inglês ficou uma coisa meio que sem sentido, mas continuando a navegar encontrei o grupo no Yahoo, me associei, recebi as mensagens iniciais enviadas pela moderação e desde então estou lá. Firme e forte sem cair da carroça.

(No próximo post vou falar da minha empolgação quando comecei a colocar o sistema em prática)

quarta-feira, 17 de março de 2010

INICIO DE TUDO




Início

Eu estava decidida a ficar sozinha, sem ajudante, mas também não queria retornar à neura do início do casamento, que passava o dia inteiro arrumando, limpando, lavando, etc. e etc. Eu queria encontrar algum site que dessem dicas de como arrumar e organizar minha casa. Dicas de qual a periodicidade das atividades: diária, semanal, quinzenal, mensal, e por ai vai.
Primeiro encontrei o GTD (Getting things done) de David Allen, um método de organização. No Yahoo tem um grupo de discussão, em português, sobre este assunto. David Allen é o escritor do livro GTD e criador do método. Infelizmente eu ainda não li o livro, mas participei do grupo por algum tempo e aprendi muita coisa que juntei ao método FLY. Por exemplo, ele fala que existem certas tarefas que não passam de dois minutos para ser executada, então essa tem que ser feita imediatamente, pois não toma muito seu tempo. Outras, que demandam um tempo razoável, então a gente faz projetos e cada dia faz um pouquinho, até que esteja completa.
No grupo GTD também aprendi sobre as anotações das tarefas, idéias ou projetos. Ele sugere que tenhamos um caderno, agenda ou qualquer outro meio, fácil para fazermos anotações e lembretes, em um só lugar, assim fica fácil encontrarmos qualquer coisa anotada e também a nossa mente fica desocupada da obrigação de lembrar alguma coisa, ou seja, mente desocupada é uma mente criativa (lembra muito o nosso Control journal, né?).
Fiquei super empolgada e num é que é mesmo? Quantas vezes deixamos de fazer alguma coisa que leva segundos para serem feitas e a gente fica procrastinando, “morcegando”, até que as coisas vão se acumulando, amontoando podendo ficar difícil ou impossível de serem feitas. Quer um exemplo: lavar as vasilhas enquanto faz a comida. Arrumar a cozinha depois do almoço fica bem mais fácil. Outro exemplo: recebemos uma correspondência tipo mala direta que muitas vezes não nos interessa e, ao invés de jogarmos fora imediatamente (leva segundos até a lixeira) nos acomodamos e deixamos a correspondência em cima da mesa se amontoando com outras até a bagunça tomar conta. Ai a gente reclama que a casa está desarrumada que não temos como dar conta e tal.
(continua no próximo post)

Como Encontrei Conheci o FLY


COMO ENCONTREI O FLYMIGAS (último)


... Mas não temos mais o vínculo patroa e empregada.

Mesmo com essas dificuldades eu entreguei minha casa para elas. Não sabia nada mais sobre minha casa. Não sabia nem o que tinha dentro de casa. Elas que me falavam e eu comprava. Simplesmente era muito bom chegar em casa depois de um dia de serviço e descasar em uma casa limpinha e arrumadinha. Tinha o seu lado bom. Não precisava me preocupar com o serviço doméstico.


Aí começou o outro lado. Eu não sabia como administrar uma casa, com todas as suas rotinas, tarefas e obrigações. Não sabia dar ordens e cobrar. Como dar conta de tanta coisa. Organização, limpeza, alimentação, compras, etc.. Existia muita coisa na minha casa que eu não sabia nem por onde começar: bijuterias, livros, vasilhas, roupas que há muito não usava mais. Eu não sabia como dar conta de tanta coisa. As diaristas que tive só faziam limpar, mas e as tralhas que eu estava acumulando, como dar conta de limpar, organizar, manter, etc.?

Internet! Como é bom, né? Sempre que tenho alguma dúvida, de qualquer coisa, recorro a ela. E foi assim que encontrei o Grupo FLY. Primeiro achei o blog da Paula Fuzeto, http://chegadebagunca.blogspot.com, depois um grupo do Yahoo sobre GTD (Getting things done) de David Allen, um método de organização e finalmente o grupo do Yahoo: http://br.groups.yahoo.com/group/flybabiesnoBrasil/, o grupo FLYmigas.



No próximo post vou falar da minha iniciação no FLY

segunda-feira, 15 de março de 2010

Continuação - Parte 3

COMO ENCONTREI O FLYMIGAS (parte 3)

... Só retornamos a nossa vidinha depois de eu completar meus quarenta dias de resguardo (fiz questão porque o parto foi prematuro e minha vida virou de pernas para o ar).

Enfim, comecei a passar por tudo o que uma dona de casa passa quando não encontra uma boa doméstica ou diarista. Ficava refém delas. Se naquele dia ela não pudesse vir por algum motivo, as tarefas não eram feitas, e caso ela decidisse ir embora, eu pirava. Sem contar que tinha que ficar o tempo todo dizendo como queria que cada tarefa fosse feita, e ainda ficar observando pra ver se realmente era feita do jeito que eu queria, principalmente quando era uma novata. Eu, pra dizer a verdade, num sabia dar ordens. Entrava numa de fazer amizade e ai o lance Patroa-Empregada num rolava mais, já viu, né? Os problemas dela, querendo ou não, eu pegava pra mim. Problemas com filhos, maridos, saúde, falta de grana, etc.. Também deixei de ter minha privacidade. Tinha que ficar na minha casa me policiando nas conversas com meu marido ou deixar pra falar alguma coisa com ele quando elas fossem embora após terminarem o dia. Quando comprava um bem para minha casa, ou um imóvel ou trocava de carro, essas coisas, parecia que eu tinha que me desculpar por pagar a ela um salário de diarista que num dá pra nada, porque pagar a mais que o mercado também num dava, a final se o próprio governo não consegue resolver esse problema não sou eu que vou, né? A última diarista que passou por minha casa tinha uma filha dois anos mais velha que a minha, sempre que eu comprava algum brinquedo para a minha, comprava para a filha dela também. Quando passava no supermercado sempre lembrava de levar alguma coisa pra ela. Sem contar o incomodo de ter outra pessoa na minha casa quando eu chegava da rua cansada e num queria ver ninguém, a primeira pessoa que via era ela que tava lá em casa trabalhando. Passaram-se sete anos e tudo isso foi me cansando. Até que um belo dia houve um “casamento”: a pessoa que trabalhava lá em casa decidiu ir embora e eu concordei que ela podia ir e que eu não teria mais ninguém trabalhando na minha casa. O legal disso tudo é que ficamos amigas. Volta e meia vou a casa dela ou ela vem aqui pra gente bater papo. Mas não temos mais o vínculo patroa e empregada.

(Continua em outro post)

domingo, 14 de março de 2010

Parte 2 - A Continuação

COMO ENCONTREI O FLYMIGAS (parte 2)

Gostava de organização, mas numa casa com muita gente, por mais que eu tentasse não conseguia deixar a casa organizada do jeito que queria. Aliás, minha mãe sempre deixou bem claro que a casa era dela e as coisas tinham que ser do jeito dela. Não to criticando não, acho que ela tava certa, afinal de contas era ela e meu pai que pagavam as contas, justíssimo.








Aí então, recém casada, pra começar, esquecemos da primeira compra. Levamos pra nossa futura casa nossas coisas e móveis novos, quando retornamos da Lua de mel, se não fosse pela minha sogrinha, teríamos passado fome, ela providenciou uma compra e mandou pra nossa casa. Acho que estávamos tão ansiosos que não lembramos que tínhamos que comer (rs).



Meu maridinho e eu, agora recém casados, na nossa casinha, começamos a colocar as coisas do nosso jeitinho. Como me casei em janeiro aproveitei pra tirar férias e ir me adaptando a fase de casada. No começo, tudo são flores, fui colocando nossas roupas e presentes de casamento no lugar, limpando e deixando a nossa casinha gostosinha. Levantava cedo e já começava o trabalho doméstico, quando eu achava que ia descansar, tinha que providenciar o almoço. E, depois do almoço, arrumar a cozinha. Teve um dia que estávamos almoçando na copa, meu marido e eu, e dei graças a Deus por existir um murinho que separava a copa da cozinha, pois após ter terminado o almoço, a pia estava lotada de vasilha para serem lavadas. E depois de arrumar a cozinha após o almoço, tinha que continuar as tarefas interrompidas para preparar a refeição. Resultado, eu passei meus primeiros dias de casada arrumando, passando, lavando, organizando, etc.. Ficava só imaginando como seria quando voltasse a trabalhar e quando os filhos chegassem, seria uma loucura. Como dar conta de tudo? Eu ficava imaginando como existia mulher que conseguia ter uma casa arrumada, organizada e limpa. Tudo bem se ela não trabalhasse fora, mas e se tivesse emprego e tivesse que dar conta de algum trabalho extra casa? - Empregada Doméstica: sugeriu minha sogra, que nunca trabalhou fora, mas nunca viveu sem uma.


Começamos então a batalha em arrumar uma pessoa que trabalhasse lá em casa e, que tivesse todos os atributos de uma boa empregada doméstica: fosse de confiança, boa de serviço, discreta, etc., etc. e etc. Como era só meu marido e eu e, trabalhávamos meio período, optei por ter diarista três vezes na semana. Foram muitas que passaram por minha casa. Cada uma tinha um motivo pra não ficar: ou não tinha com quem deixar os filhos para trabalhar, então eu abria mão para que elas trouxessem as crianças, até o dia em que num dava mais; ou- achavam que o serviço era muito e a diária pouco, eu pagava preço de mercado. Teve até uma que eu fazia o serviço e ela ficava olhando. Quantas vezes ela foi embora dizendo que tinha acabado o horário dela e eu ficava terminando a faxina. Essa não ficou mesmo. Teve outra que fazia uma ótima faxina, mas morava longe e não quis ficar. Em 2003, quando nasceu minha filha, e voltei sozinha do hospital, sem meu bebe (ela ficou no hospital por ter nascido prematura), a minha diarista disse que não ia ficar lá em casa mais. Acho que ela ficou com medo de aumentar o trabalho da casa já que agora teria uma criança recém nascida. Se não fosse minha cunhada e a minha sogra que me ajudaram, num sei o que teria sido de mim. Esquecemos completamente da nossa casa. Eu passava o dia no hospital para amamentar minha filha. Minha cunhada limpava e organizava a nossa casa e ainda lavava nossas roupas. Nossa refeição era feita na casa da minha sogra (somos vizinhas). O estresse chegou ao ponto de termos somente água na geladeira. Só retornamos a nossa vidinha depois de eu completar meus quarenta dias de resguardo (fiz questão porque o parto foi prematuro e minha vida virou de pernas para o ar).


(Continua em outros post)

sábado, 13 de março de 2010

MULHER FLY


COMO ENCONTREI O FLYMIGAS

A mulher que trabalha fora e tem que cuidar da casa sem ajudante, diarista ou mensal, sabe que se não se programar, o serviço doméstico e outras atividades que somos obrigadas a dar conta: filho, marido, igreja, família e nós mesmas, se acumulam e acabamos por nos estressar ou jogar tudo pro alto. O que não resolve nada.

Quando decidi assumir minha condição de mulher com dupla jornada, sabia que não seria fácil.
Em 2001 quando me casei e tive oficialmente minha casa e família para cuidar não sabia como organizar a rotina de uma casa. Não que eu fosse dondoquinha e não fizesse nada. Muito pelo contrário, quando solteira, morando na casa de meus pais, não tínhamos empregada, minha mãe trabalhava fora meio período e ajudávamos em casa. Éramos quatro filhos: minha irmã, dois irmãos (que não faziam nada) e eu, a mais velha, que fazia tudo (rs), brincadeirinha, mas que eu tinha mais senso de organização do que eles, isso tinha, e ainda tenho (quanta pretensão, rs). Mas a verdade é que eu não me preocupava com os pormenores de uma casa. Eu lavava minhas roupas, arrumava a casa, lavava louças, banheiro, etc., mas não era responsável por pequenas coisas que, se deixadas de lado podem se tornar grandes, como a compra do papel higiênico, óleo, temperos, sabão, etc.. Eu me preocupava apenas com as minhas coisas: meus cremes, xampus, meus queijos e iogurtes, etc.. A casa mesmo era de responsabilidade da minha mãe. Se ela não fizesse, tinha que providenciar quem fizesse, porque do contrário ficava por fazer.

Gostava de organização, mas numa casa com muita gente, por mais que eu tentasse não conseguia deixar a casa organizada do jeito que queria. Aliás, minha mãe sempre deixou bem claro que a casa era dela e as coisas tinham que ser do jeito dela. Não to criticando não, acho que ela tava certa, afinal de contas era ela e meu pai que pagavam as contas, justíssimo.

(Continua em outro post), aguardem

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