segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dia 13 - Pegue uma Missão da FLY


Dividi minha casa em zonas, conforme o método FLY nos orienta. A minha casa ficou assim: Zona 1: Escada, área de serviç, quintal e sala de ginástica; zona 2: Cozinha, copa e despensa; zona 3: Banheiro social, quarto de Gabri e Banheiro de Serviço; zona 4: Escritório e quarto de casal; zona 5: Sala, corredor e terraço.
Para que durante o mês eu possa “voar” por todos os cômodos, divido o mês para cada zona: do dia primeiro do mês até a primeira sexta feira, é a zona 1; 2ª semana (segunda feira a sexta feira), zona 2; 3ª semana, zona 3; 4ª semana, zona 4 e, a zona 5 da última segunda feira do mês até o ultimo dia do mês (30 ou 31).
No início, eu esperava receber do grupo as Missões do dia para realizar. Mas com o passar do tempo fui vendo que eram repetidas e que desta maneira não daria para eu limpar todos os móveis da minha casa. Não condizia com a minha realidade. Então fiz minha própria Lista de Limpeza Detalhada de cada cômodo com tudo que tenho que limpar. E conforme a semana do mês (1ª, 2ª, 3ª 4ª ou 5ª) sei em qual Zona estou e vou fazendo as tarefas e marcando o que já foi feito.
Gasto apenas 15 minutos nas tarefas. Têm atividades que eu consigo fazer em questões de minutos, mas têm outras que não. Então eu marco 15 minutos e faço o que for possível dentro deste tempo. Para as tarefas que consigo finalizar com pouco mais de 15 minutos, eu concluo, mesmo passando deste prazo. Para aquelas que demandam muito tempo, eu divido 15 minutos todos os dias até que seja finalizada.
Essas listas passam por alterações quando eu me desfaço ou adquiro algum móvel. Desta maneira eu passo por todos os cômodos, móveis e cada cantinho da minha casa.
Não sou contra as Missões do grupo, mas que elas sejam até você adquirir experiências para elaborar sua própria lista de limpeza detalhada. É fácil: pegue um papel e uma caneta e vá cômodo por cômodo anotando tudo o que tem ali: desde o teto, luminárias, quadros, móveis, objetos, etc..
O legal é que a gente passa a ter controle sobre tudo o que foi feito ou deixou de ser feito.
Sábado e domingo não faço as missões. Deixo esses dias livres para mim.

domingo, 18 de julho de 2010

A Verdadeira Cor da Vida


Um dia estava eu indo ao trabalho, e levava minha filha junto comigo, pois ela não tinha aula neste dia. Quando passávamos pelo muro do Quartel da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, ela observou que o muro havia sido pintado. Perguntei como ela sabia disso. Ela me falou que ano passado, quando ia comigo todos os dias, pois ficava na creche da Instituição onde trabalho, o muro era cinza e agora estava da cor azul. Então eu fiquei pensando: como eu não tinha percebido isso antes? Eu passo pelo mesmo trajeto todos os dias quando vou e volto do trabalho, por economia de combustível e tempo. Precisou de minha filha me chamar atenção para um fato que tava na minha cara, inclusive tem um semáforo ao lado deste muro e muitas vezes pego sinal vermelho e paro o carro. O muro realmente estava com uma cor nova e eu não havia notado até então.

E ai, fiquei pensando: como que muitas vezes a gente age mecanicamente, e não notamos algo que sempre esteve ali, até que um belo dia alguém nos desperta e começamos a enxergar de outra maneira. Sempre li a Bíblia. Desde quando comecei a ler (aos seis anos de idade). Muitas vezes lia sem saber o que estava lendo e não entendia patavina. Cansada de não “enxergar” nada de novo nas minhas leituras bíblicas, este ano tomei uma decisão: não leria a Bíblia. Se fosse pra ler da mesma maneira que sempre li, não leria. Só estava perdendo meu preciosíssimo tempo.

Resolvi então “estudar” a Bíblia. Não estou fazendo Teologia não. Estou estudando em casa mesmo. Procurei alguns sites que ensinam como fazer estudos bíblicos, comprei um fichário para fazer anotações e uma Bíblia para estudos, está aqui ó:
  
Comecei fazendo um estudo sobre mulheres, pelo simples fato de ter tudo haver comigo, né. Retirei este estudo também da internet. Tem uma infinidade de sites com estudos sobre mulheres. Confesso que estou a-d-o-r-a-n-d-o. Cada dia estudo um pouquinho. Está tão bom que fico só aguardando a noite chegar para me fechar no quarto e fazer meus estudos.

Muitas vezes leio apenas um versículo, ou um capítulo. Mas pra mim, mais importante do que a quantidade, é a qualidade. Pra que eu ler vários capítulos de vez sem entender nada? Não tem sentido. Agora, procuro entender o que cada palavra quer dizer. Quando não entendo, procuro em dicionários, leio os comentários e também faço consultas na Inter. Tem muita coisa: boas e ruins. A gente tem que saber filtrar. Então faço minhas anotações. Estou engatinhando nos meus estudos. Pequenos passos. Aprendi isso no FLY, um passo de cada vez.

Agora estou notando algumas coisas interessantes que não notava antes. Os escritos da Bíblia sempre estiveram ali, não mudou. O que pode ter mudado é apenas algumas versões com termos mais fáceis pra gente compreender, mas seu teor é o mesmo. Foi preciso o Espírito Santo de Deus chamar minha atenção para essas coisas. Comparando com a história do muro que contei no início deste artigo, é como se o muro fosse a Bíblia, sempre esteve ali e eu não notei, mesmo passando por ele diversas vezes (lendo), precisou de minha filha me chamar atenção pra eu notar a mudança da cor. Comparo a atuação da minha filha, com a do Espírito Santo, chamando minha atenção para os detalhes. Mas porque não observei que o muro mudou de cor? Porque a Bíblia, agora para mim tem outra “cor”?

R.: Não observei porque eu estava preocupada com o trânsito, eu não podia desviar o olhar, o fluxo tinha que seguir. Não notei a bíblia pelo mesmo motivo: eu estava preocupada com o trânsito da vida: tinha que seguir, tinha que ler. Pra eu notar que o muro havia sido pintado eu tive que diminuir a velocidade do carro. Comecei a ver algo novo na bíblia quando diminui a velocidade (da leitura e de tarefas, dedicando na minha agenda diária um tempo para isso) e parei para me concentrar nos detalhes (que fazem a diferença).

Não tenho nada contra as leituras anuais da bíblia se estas são de fato boas para alguém. Para mim, em particupar, não funcionou. Simplesmente ler as letrinhas, não foi o bastante para mim. Qualquer um pode ler. Desde que saiba juntar B com A e fazer BA. De que adianta correr na leitura para dizer no final do ano que leu a Bíblia toda se não entendeu uma só palavra?

Quero chegar ao fim do ano e falar que li um ou outro livro da Bíblia, mas que esta leitura mudou a cor do meu mundo: de cinza pra azul.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dia 12 - Delete os Emails da FLY Lady






(Foto da Internet) 

Recebemos uma infinidade de e-mail todos os dias. Nem sempre temos tanta disponibilidade em ficar diante do computador lendo todas as mensagens. Até que eu gostaria, mas o dever me chama.

Engraçado é que recebo muitas mensagens do tipo: estou com a pia cheia de louças pra lavar, casa pra varrer e não consigo sair da frente do computador, me ajudem!. É difícil mesmo. Às vezes dizemos que vamos entrar só um pouquinho para apenas ver nossos e-mails e, quando vemos estamos navegando em altos mares na inter. Ficando fácil de nos afogarmos em tarefas não concluídas.

A resposta para não se entreter no computador é: domínio próprio. Temos que dominar nossos horários, nossos tempos. Marcar no time e quando ele tocar, sair mesmo da frente da tela e fazer aquilo que temos pra fazer.

Mas e quando as tarefas se acumulam? Delete também. Fica difícil fazer as tarefas que ficaram pra trás porque não teve tempo? Delete. Semana passada tive que deletar algumas coisas. Precisei sair para resolver algumas questões, e não tive tempo de retirar o pó dos móveis. Eu gostaria de ter feito todas as coisas, mas não foi possível. Tive que priorizar algumas coisas e a poeira dos móveis foi deixada de lado. Aquilo me incomodou? Lógico. Como eu gostaria de ter tido tempo para fazer tudo! Simplesmente não fiz, não houve como. Não posso me rasgar em duas. O que faço então? Deleto. Não dá pra ficar com isso na cabeça. Deu? Tudo bem. Não deu? Bola pra frente. Faço esta semana, normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Tenho que conscientizar-me que nem tudo pode ser do jeito que eu gostaria que fosse.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Homem x Serviço Doméstico


Malabarismo II (continuação)


5) Não critique em hipótese alguma. Cada um tem seu jeitinho. Se ele faz alguma tarefa do jeito dele, o máximo que faço é, sutilmente, dizer que de tal forma poderia ficar diferente (não melhor). Nunca dou a entender que estou ensinando alguma coisa. Porque os homens adoram ensinar, nunca ser ensinados. Imagina se ele resolve não me ajudar mais porque recebe muitas críticas e eu nunca fico satisfeita com o que ele faz? Vai deixar tudo para eu fazer sozinha. Num pode não. Qualquer coisa é melhor que nada;

6) Elogie sempre. Não sou a dona sabe tudo. Tem coisas que ele realmente faz muito melhor que eu. E para que sua performance continue de vento em popa, ele precisa de elogios. Então, não poupo. Não me faço de rogada. Falo mesmo que tal coisa não dou conta, mas, que ele arrebenta;

7) Respeite seus limites. Serviço de casa é chato e nojento. Ningúem gosta. Nem meu marido. Deixo-o escolher as tarefas que mais lhe agrada. Porque assim, pra mim, é menos uma coisa a fazer;

8) Respeite seu tempo. Cada um tem seu próprio tempo. Quando solicito ajuda, sei que dificilmente vai ser imediata, então, dou tempo ao tempo, ou seja, se quero logo, peço ontem. Se puder ser para amanhã, peço hoje. Não coloco pressão, principalmente se ele está assistindo ao futebol. Sei que na melhor das hipóteses só vai sair da frente da TV depois dos comentários após o término do jogo. Isso se o jogo não for do Flamento (rs). A pior coisa é você deixar de fazer algo que te dá prazer pra cumprir uma obrigaçâo;

9) Apreveite suas qualidades físicas. Sou baixinha e Osmar é alto. Então decidimos: limpezas que envolvem partes altas são por conta dele. Sou mulherzinha e fraquinha, ele Homem (com aga maísculo) e fortão: tudo que envolve força é com ele.

Como falei no início desta série de artigos, não deixe de comentar seus “truques” para obter ajuda de seu marido no trabalho doméstico. Todos ficaremos gratos.

No próximo post, continuarei falando sobre os 31 passos FLYs.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Homem x Serviço Doméstico (continuação)




Malabarismo


Após alguns anos de casada a gente vai conhecendo nosso cônjuge, adquirindo maturidade e consciência que nem tudo é mudado da noite para o dia. Aprendi alguns “truques” que têm funcionado aqui em casa e, na medida do possível tem dado certo. Compartilho com vocês:

1) Mude suas atitudes. É aquele ditado: incomodados que se mudem. Não troquei de marido não (rs). Durante muito tempo tentei mudá-lo e não consegui. Então cheguei, às duras penas, à conclusão de que quem tinha que mudar era eu, já que a situação incomodava somente a mim. Pra ele tava tudo muito bem: pra que mudar alguma coisa? Time que está ganhando não se mexe, não é o que dizem? Passei a policiar minhas atitudes em relação ao serviço doméstico. Não adiantava dar “piti” porque a pia estava lotada de louças sujas. Isto incomodava somente a mim, e não a ele. Acho que quando eu rodava a baiana por causa disso ele deveria imaginar: “coitada, pirou! Porque tanto estardalhaço por causa de algumas louças sujas se eu nem tenho nada haver com isso?” E no final da história, só eu me irritava e as coisas continuavam do jeito que estavam;

2) Converse. Sem discussão. Num momento em que o clima era de harmonia, falei com ele que eu precisava de sua ajuda. Somos só ele e eu, já que Gabri ainda não tem idade nem maturidade suficiente pra realizar certas tarefas domésticas. Pois estava muito difícil para mim. É claro que ele não topou a idéia de imediato. E de vez em quando tenho que novamente ter a tal da “conversinha”, mas nunca num momento de estresse, raiva ou briga. Nós, mulheres, temos que ser sábias e aprender quando e como falar, mesmo que estejamos com a razão;

3) Não discuta. Minha prioridade como mulher é meu relacionamento com meu cônjuge e não as tarefas domésticas. Aprendi a não brigar quando delego tarefas para ele e ele não cumpri. Simplismente deixo pra que ele faça quando quiser ou então, eu mesma faço quando puder, sem  murmuração.

4) Faça você mesma. Tem certas coisas que gosto que sejam feitas de determinada maneira, então, procuro não delegar esta tarefa, pois sei que não vai sair como eu espero. Então eu mesma faço;
 (Continua no próximo e último post sobre o assunto)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Homem X Serviço Doméstico

                                                                                                        (foto da Internet)

E agora, Mané?


Pra eles, está tudo muito bom. Eles nunca tiveram a pretensão de “tomar” conta de uma casa. Só porque as mulheres “quiseram” sair de casa pra trabalhar, não significa que o homem também fez ou faz questão de ficar em casa fazendo as tarefas que anteriormente eram de responsabilidade somente dela. E ai vem o dilema: como fazer seu marido ajudar na tarefa doméstica. Ficamos discutindo, brigando e implorando, pelo amor de Deus que nossos maridos nos ajudem no serviço de casa.

As mulheres da época de minha avó (primeira geração) nem se quer cogitava a possibilidade em trabalhar fora de casa. Cresci, vendo minha mãe e minhas tias (segunda geração) trabalhando fora e tendo que se viravem para dar conta das tarefas da casa. Tanto meu pai, quanto meus tios, também trabalhavam fora, mas não tinham a “obrigação” com a casa: faziam aquilo que queriam e quando queriam e ainda achavam que faziam muito. E por incrível que pareça minha irmã, cunhadas e eu (terceria geração) estamos indo pelo mesmo caminho que o da segunda: jornada dupla. Espero que as mulheres da geração da minha filha (quarta geração) possam ser diferentes.

Trabalho meio período fora de casa e no outro dentro de casa. Sou eu a responsável pela administração doméstica: o que fazer, quando fazer, como fazer, e fazer. Tenho a ajuda de meu marido. Eu disse: a-j-u-d-a. Tudo é por minha conta. Mas como não sou de ferro, nem mulher maravilha, sempre que posso, recorro a ele e delego tarefas. Nem sempre ele faz de bom agrado, na maioria das vezes faz reclamando, mas faz (ainda bem).

No meu ponto de vista, acho que não háveria necessidade alguma de ficarmos discutindo sobre “como fazer nossos maridos ajudarem nas tarefas domésticas”, porque tá na cara que eles tinham que ajudar mais, afinal de contas eles foram muito beneficiados com nossas "gentilezas" em ajudá-los financeiramente. É uma questão de desconfiometro. (Continua no próximo post)

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