quarta-feira, 30 de junho de 2010

Homem X Serviço Doméstico III

(fodo da Internet)


(Continuação do post anterior Guerra dos Sexos)
A dolorosa verdade


Mas a triste realidade é que: ela continua a ser a única responsável pelo serviço doméstico. Divide tudo igualmente com seu marido, menos o trabalho de casa. Se não coloca literalmente a mão na massa, tem que arranjar quem o faça (diarista ou mensalista) e supervisionar. O marido pode até pagar uma pessoa para ajudá-la em casa, mas quem vai passar o serviço para a empregada, supervisionar, cobrar e verificar o andamento das tarefas, ainda é a mulher, ou seja, depois de todos esses anos, com todos os “avanços” que a mulher acha que conseguiu sobre o machismo a verdade é que: o serviço doméstico ainda é tarefa única e exclusiva da mulher.

A mulher pode chorar e espernear, mas é esta a verdade. E ai, pergunto-me: o que a mulher ganhou com a luta feminista? Tudo bem, não vou ser idiota em achar que o mal do século está no feminismo, teve sim o seu lado positivo: econômicamente, a mulher ficou independente, passou a ser alguém na sociedade tendo direito a votar e ser eleita, e outras coisas mais. Mas e dentro de casa? Qual foi a vantagem? Mais trabalho! É, poque agora, além dos serviços da casa, ela ainda trabalha fora, ajudando o marido a sustentar a casa. Então, no meu ponto de vista quem levou grande vantagem são os homens (mais uma vez): ele não precisa mais correr como louco atrás do ganha-pão para a família, porque tem a ajuda financeira da mulher. Ele não precisa mais “sustentar” sua esposa, porque ela tem seu próprio dinheiro. Facilitou muito pra ele. E ela? Jornada dupla, tripla, e por ai vai.

Agora, nós mulheres estamos sentindo na pele o resultado das ilusões feministas. Ficamos frustradas porque nos trouxe confusão de papéis que achávamos ter solucionado. Acontece que enquanto invadiámos a “área” deles, eles ficaram olhando, sentados, vendo o que acontecia, não fizeram nada. E mesmo vendo nossa “área” deserta, porque fomos para a invasão, eles não contra-atacaram, ou seja, eles não invadiram nossa área. Resultado: mantivemos nossa área e ficamos com a deles. E agora temos que dar conta de “governar” as duas e, como isso é difícil, queremos dividir com eles nossa “área” já que dividimos a deles. Acontece que o serviço doméstico é tão ruim que ninguém quer: nem o homem nem a mulher. Mas é necessário. Afinal, queremos viver num lar limpo, organizado e estruturado. (Continua no próximo post)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Homem X Serviço Doméstico II

(Foto da Internet)

Guerra dos Sexos
Continuação do post anterior: A mulher consciente (e não satisfeita) na sua função

Crescemos então, erguendo a bandeira do feminismo, sem mesmo saber o que seria ou para que servia. Foi imposto em nossa mente, através de revistas, livros, filmes, novelas (mídia em geral), a necessidade de independência. O feminismo trazia promessas de felicidades e que tudo seria resolvido. Porque estarmos “vinculada” a um homem? Pensamos por conta própria e temos nossa própria opinião. Somos inteligentes tanto quanto os homens, portanto, somos iguais. Vamos invadir sua praia! Machistas, cuidado com as feministas porque viemos pra arrebentar, e não estamos de brincadeira.

De agora em diante vamos “lutar” de igual para igual com vocês e com as mesmas armas. Você é médico? Eu também sou? Você é motorista? Eu também posso ser. Você vai à lua? Eu também vou. Você tem liberdade sexual sem medo de engravidar? Eu também. Os contraceptivos estão ai pra isso. Pra dizer a verdade, acho que sou até mais que você, porque eu posso carregar outra vida dentro de mim e você não. Só necessito de você para reprodução, se eu tiver vontade em ser mãe (produção independente).

Achávamos que tínhamos feito uma grande descoberta! A felicidade da mulher não estava em criar filhos e cuidar da casa. Descobrimos, erradamente, que a felicidade da mulher estava em ter sua vida econômica independente. Não fui criada como a minha avó que acordava e dormia somente dentro de casa atolada em filhos e serviços domésticos. Sou fruto, assim como você, da lavagem cerebral feita fortemente em minha mente.

Na minha geração, a mulher tem outros sonhos e pespectivas. Ela passa a estudar mais para conseguir um bom emprego e trabalhar fora para dividir com o marido as despesas de casa, uma vez que pode ganhar quase ou até mais do que seu marido recebe por mês. Pois fomos criadas pensando que somos iguais aos homens. (continua no próximo post)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

HOMEM X SERVIÇO DOMÉSTICO

(Foto tirada da internet)


A mulher consciente (e não satisfeita) na sua função

Se existe uma coisa chata, é o serviço doméstico. Aliás, qualquer trabalho é ruim, num é bom. Bom mesmo é ficar de pernas para o ar, fazendo o que der na telha, só curtindo o que dá prazer. Tem certas espécies que sabem fazer isso muito bem: os homens.

Você já parou pra pensar como é difícil ao homem, se responsabilizar pela tarefa doméstica? Qualquer atividade que a gente delegue pra eles, se envolve serviço de casa eles escorregam direitinho. Mas se não está relacionada a atividades domésticas até que o negócio sai.

O papo de hoje é: como envolver seu marido na rotina de serviços domésticos. Então, se você tem alguma idéia, não deixe de comentar no final do meu artigo, pois, para nós, mulheres modernas, é muito importante sua contribuição.

Digo mulher moderna porque este papo num rolava na época da minha avó. Ela não tinha dúvida se eu perguntasse quem era responsável por lavar, cozinhar e arrumar a casa. Sem pestanejar responderia que era ela. Ela nunca esperaria que meu avô pegasse em um cabo de vassoura para varrer a casa, depois de ter pêgo num cabo de enxada durante todo o dia na lavoura.

Assim eram os casais daquela época. Cada um no seu quadrado. Todos consciente do seu papel de acordo com o sexo: Mulher – responsável pela organização da Casa; Homem: responsável em manter financeiramente a família. Tava tudo muito bem dividido e esclarecido. O lado bom era que não tinham esse tipo de discussão dentro de casa: A mulher: - Tô cansada de lavar louças depois do jantar, hoje é a sua vez. E o marido responde: - Eu não vou lavar não. Então a mulher rebate: - A vai sim, eu não sou escrava, eu trago dinheiro pra casa igual a você. E ai, o marido não lava por que se sentiu ofendido pelo que a esposa disse. E ela com raiva e murmurando vai pra pia depois de um dia inteiro de trabalho na rua. A discussão começa e todos falam o que não queriam e se ofendem. E é mais um, dentre tantos, conflitos já instalado no casamento. (qualquer semelhança não terá sido mera coincidência, este diálogo de fato aconteceu diversas vezes entre meu marido e eu.)

É certo que o machismo não valorizava a mulher. Pelo simples fato dela ficar somente em casa cuidando da família, não tinha também direito a nada. Voz, voto, vontade própria, decisões, e por ai. Ou seja, a mulher existia somente através de seu marido. O que poderia lutar de igual a igual com o machismo? Acho que daí nasceu o feminismo, uma tentativa (frustrada) de lutar contra o machismo, há muito instalado na nossa sociedade. (Continua no próximo post)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Adicione uma Página de Inspiração para seu Control Journal

Nem tudo são flores e nem sempre estou com disposição para tarefas domésticas. Penso que todos nós nos movemos através de incentivos: sejam eles físicos ou emocionais. Preciso acreditar em alguma coisa que possa me convencer a continuar na minha luta e rotina diária.

O que mais me motiva é ver as pessoas que amo bem. Não tem dinheiro no mundo que compense a felicidade e o bem estar da minha família. Sinto que sou a “regente” desta orquestra: meu lar.

Na primeira página do meu C. J. coloquei um texto que fiz me incentivando, mesmo nos dias desanimadores, a continuar no meu papel de harmonizadora do meu lar. Compartilho aqui com vocês:

Se  o Senhor não edificar a minha casa, em vão será o meu trabalho.


Por isso peço a Deus todos os dias que o seu infinito amor possa inundar a minha casa a tal ponto de transbordar. Que meu esposo, mesmo não crendo, seja tocado por mim, que creio. E que nossa filha também seja abençoada através de minha vida.


Que o Espírito Santo e seus frutos sejam bem vindos em minha casa porque eu e minha família servimos a Deus.


Que eu seja a mulher descrita em Provérbios 31 para que todos os dias ao me levantar eu possa providenciar um lar amoroso e cuidar daquilo que o Senhor preparou para mim: meu esposo dedicado à família, Osmar, amor da minha vida, e, Gabriela, fruto do nosso amor.


Regi Marino

Toda vez que estou desanimada em continuar minha jornada, leio isto e me sinto como se tivesse tomado uma injeção de ânimo, pois tenho uma missão a cumprir: fazer felizes àqueles que amo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Minha Lista de Limpeza Detalhada

Para quem não conseguiu abrir o link na postagem anterior, deixo aqui minha lista de limpeza detalhada que tenho no meu C. J..

terça-feira, 15 de junho de 2010

Você pode fazer qualquer coisa em 15 minutos


Isso é verdade.

A pior coisa é o perfeccionismo. Ele nos limita. Ou você faz o melhor ou você não faz nada.

Durante este período aprendi que pouco pode ser muito. Engraçado, né? Mas é a pura verdade. Imagina um cofrinho. Se você nunca colocar nenhuma moedinha lá dentro, vai chegar um determinado dia que não terá nada lá dentro. Agora se todos os dias você coloca no mínimo uma moedinha, no final de um determinado período você terá uma graninha economizada. Pode não ser muito, mas se você comparar com o primeiro cofrinho, que não tem nada, faz muita diferença.

Na organização doméstica é a mesma coisa. Tem tarefas que não dá para serem finalizadas com um prazo curto de tempo. E vou falar a verdade: não tenho tanto tempo assim para realizar tal tarefa que demanda disponibilidade. Tenho que dar conta de muita coisa durante o dia, e muitas vezes, na maioria das vezes, tenho que realizar várias tarefas ao mesmo tempo. (E a hora que me arrependo de não ter nascido polvo. rs). Então tenho que tomar uma decisão: faço ou não faço.

Se opto por não fazer, tenho a consciência que vai continuar como está. Agora se opto por fazer, sei que não tenho condições de fazer tudo de uma vez, então, entra a regra dos 15 minutos.

De 15 em 15 minutos por dia a tarefa que poderia não ser feita, é realizada. Sei que o resultado final demora, mas acontece, e isso é o que interessa. Sabe aquele ditado popular: antes tarde do que nunca? É por ai.

Quando vou organizar minha casa, faço primeiro minhas rotinas diárias: hot spot, limpeza expressa no banheiro, juntar o lixo, colocar a máquina de lavar roupa pra funcionar, varrida e mop na casa. Depois eu passo para as rotinas semanais: bênção do lar (dividida de segunda a sexta feira); limpeza da geladeira na quarta feira; limpeza dos sapatos na sexta feira, etc.. Depois passo para a rotina mensal: tenho minha lista de limpeza detalhada de cada cômodo da minha casa. Cada dia da semana estou numa zona ou cômodo e cada dia tenho uma tarefa a cumprir. Aqui está
Minha lista de limpeza detalhada

Nestas listas têm atividades que eu consigo fazer em questões de minutos, mas têm outras que não. Então, para essas, eu marco 15 minutos e faço o que for possível dentro deste tempo. Tem tarefas que consigo finalizar com pouco mais de 15 minutos, então eu termino, mesmo passando deste prazo. Já têm outras que não dá. Eu teria que ter muito mais tempo para concluir. Então vou dividindo 15 minutos todos os dias até que seja finalizada.

Não. Não é o ideal, mas foi o jeito que encontrei para conjugar meus afazeres de dona de casa, mãe, esposa, mulher que trabalha fora de casa, igreja, etc, sem ter que lançar mão de ajuda de terceiros.

Um pouquinho por dia.

domingo, 6 de junho de 2010

Declutter: Sacola Amarela


Eu tenho uma sacola de cor amarela que fica no escritório aqui em casa, assim que vejo que um determinado objeto não tem mais valor pra mim eu o jogo ali. Quando minha mãe, irmã ou cunhadas vêm aqui em casa elas dão sempre uma olhadinha, pois pode ter alguma coisa de que elas precisem ou queiram.


- Vou vertir uma roupa em Gabriela e vejo que não dá mais, pois ela cresceu: sacola amarela;

- Ganhei do chefe uma bandeja de escritório nova e bonita. O que faço com a velha? Sacola amarela;

- Comprei um tênis novinho que Osmar usou apenas uma vez, não gostou e num dá mais pra trocar? Sacola amarela.

Quando a sacola está cheia eu levo para o Templo onde me reuno como Igreja, pois lá tem um projeto social que faz doações a famílias com baixo poder aquisitivo.

Muitas vezes essas tralhas vêm até nossa casa por nossas mãos. Somos nós mesmas que entulhamos nossas casas de tralhas. Quantas vezes comprei objetos sem utilidade alguma! Quantas vezes comprei objetos porque era “bonitinho” ou “baratinho”! Quantas vezes comprei coisas que já tinha dentro de casa e eu nem sabia! Essas lojas de 1,99 (que de 1,99 não tem nada) são uma tentação. Eu entrava lá e saia cheia de tranqueiras, levava pra casa e não sabia nem onde colocar.

Aprendi no FLY a ser seletiva nas minhas compras. Isso é bom porque ataca dois coelhos com uma cajadada só: livro minha casa de tralhas e economizo. Quando necessito de algo, faço uma lista e me atenho a ela. Quando passo por alguma coisa que vem a vontade de comprar penso: necessito disso ou vai ser mais uma coisa pra eu amontoar lá em casa ou mais um objeto pra eu limpar?

Quando eu tinha diarista a minha casa era cheia de objetos de decoração: porta retratos, bibelous, vasos, abajour, etc. Não era eu quem limpava e organizava. Mas a partir do momento que EU passei a cuidar pessoalmente da minha casa, fui eliminando essas coisas e ficando com o necessário e essencial: pra quê encher a casa de porta retratos? Alguns apenas são suficientes. Pra que lotar a estante da sala com quinquilharías? Fiz uma seleção e eliminei ou deixei de comprar mais coisas. Essas coisas só iam me dar trabalho para limpar e organizar, e como eu não tenho tanto tempo disponível assim, ao invés de embelezar minha casa o efeito seria contrário.

Os quadros de Gabriela que coloquei na parede (post anteriror), por exemplo: não acrescentei, mas coloquei em lugar de outros dois bem feinhos que eu não gostava. Sabe aquela coisa de entrar um objeto e sair outro? É por ai.

Um dia desses estava eu em uma festa de aniversário de criança e duas mães estavam discutindo com quem ia ficar a lembrancinha da mesa onde elas estavam. Ai uma falou pra outra: - pode ficar com você, lá em casa tá cheio de quinquilharia, eu tô precisando eliminar um monte de coisa! Então fiquei pensando, num é que é mesmo? O quê que a outra mulher tava fazendo: brigando por porcaria. Brigando pra levar pra casa mais uma coisa pra se juntar às tralhas.

Então não basta só eliminar as tralhas, temos também que nos policiarmos para não acumularmos. Ou seja cortar o mal pela raiz.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DECLUTTER

Somente um psicólogo, psiquiatra, antropólogo ou um profissional da área de Humanas para diagnosticar com clareza porque acumulamos tralhas. Será necessidade? Afeição? Medo do amanhã? Outras coisas ou tudo isso junto? Juro que não sei.

Clutter significa tralha, “aportuguesando” a palavra, Declutter então é destralhar, ou seja, limpar o ambiente, retirar o que não presta ou o que não tem mais uso e dar um destino a eles.

Eu sabia que meu guarda roupa, escrivania, armário de cozinha, estante da sala e outros móveis aqui de casa estavam precisando de declutter. Mas e a coragem para encarar o trabalho que seria? Aprendi que eu poderia fazer pequenos pedaços por vez. Não precisava fazer tudo em um único dia. Assim, cada semana pegava um cômodo da casa e ia decluttando parte por parte de um móvel.

Quando iniciei no FLYlady aprendi sobre declutter. Durante alguns dias fiz um mega super grande declutter aqui em casa. Já falei disso em posts anteriores.

Durante muito tempo eu tentei arrumar aquilo que não tinha arrumação. Explico: tralha não se arruma, não se organiza. Se você não der um fim a ela, você vai ficar mudando a bagulhada de um lado pra outro. Como num círculo, que não tem fim.

Não espere as tralhas acumularem para por fim a ela. Durante um dia normal como a gente tráz coisas pra dentro de casa: papel, sacolas, objetos, mercadorias e outros. E ai, se não selecionarmos, o que realmente tem necessidade de ficar, vamos acumulando, acumulando ... tralhas. Então o declutter é diário. E muitas vezes ele também pode ser feito imediatamente. Se você recebeu alguma coisa e vai ter uso: guarda para a ocasião. Se não, livre-se dele logo: jogue fora ou dê para alguém que necessita. (continua no próximo post)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Artist Personal

Mudando um pouquinho de assunto, depois continuo os 31 passos Fly.




Hoje vou apresentar minha Artist Personal: Gabriela.

Quando ela tinha 3 aninhos fez essas pinturas na creche. Guardei para colocar em uma moldura. Guardei tão bem que esqueci. Então, arrumando algumas coisas encontrei a Obra Prima.

Emoldurei e coloquei na parede aqui em casa. E olha, num ficou devendo nada a Picasso, Debret e outros (rs).



Mãe coruja é um problema!

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