domingo, 12 de maio de 2013

De Mãe para Filha

 
 

 

Minha irmã me ligou pedindo que eu escrevesse uma carta para o filho dela, meu sobrinho, que participaria de um retiro espiritual com a igreja onde se reune.  Após reler o que escrevi, quero compartilhar neste dia das mães, pois essas palavras bem que podem ser aplicadas de mãe para filho/a:

Querida filha,

“Eu tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer como é grande o meu amor por você” (Música de Roberto Carlos, Como é Grande o Meu Amor por Você).


Talvez você já tenha ouvido esta música, ela é antiga (mais do que eu e menos que você) mas muito tocada ainda hoje, pois fala de algo eterno: o Amor. Com ela aprendemos que o amor não pode ser traduzido em palavras mas por atitudes.


Não quero ser aquele tipo de mãe que vive dando conselhos, como se eu soubesse de tudo na vida e fosse exemplo para alguém. Não sou. Muito ao contrário: sou exemplo daquilo que não se pode ser seguido. Acho que cada um tem seu caminho a seguir e as experiências são pessoais, mas uma coisa aprendi com o passar dos anos: só existem dois caminhos, por mais que queiram te mostrar o contrário (e vão fazer isso e você vai quase acreditar): o caminho que leva a Jesus e o caminho que faz você se afastar dEle.


Nossa vida é como um jogo de vide-game: você tem metas a cumprir até chegar ao seu destino final. E durante as “fases” vamos encontrando obstáculos que temos que transpor para ganharmos a batalha. Muitas coisas nesta vida vão ser obstáculos para que você não chegue até Cristo. O mundo é maravilhoso, cheio de luzes piscando, desviando sua atenção, nutrindo em você sensações gostosas, te iludindo, fascinando e seduzindo. Muitas vezes você vai se desviar do caminho, ficar quase “sem vida”, tendo que recarregar as energias para “vencer” as fases e chegar ao seu destino final: os braços de Jesus.


Eu já joguei este jogo: conheço todas as fases. É por isso que sei, por experiência própria, todas as etapas deste jogo. Sei exatamente onde as “seduções” deste mundo nos levam: sofrimento, dor, arrependimento, vergonha, insegurança, incerteza, tristeza, enfim: separação total de Deus. É porque separados de Deus (sem Vida) temos que ir mais fundo no abismo. Quanto mais mundo, mais precisamos desse sistema, pois não temos satisfação, temos vazio.


Se eu tivesse como impedir você de passar por tudo o que eu passei e chegar logo no “game over, you won”, eu faria. Seria a minha demonstração de amor por você, sem dizer palavras. Mas não posso. Então faço isso com essas palavras e deixo a demonstração de amor para quem tem ama mais do que eu e que pôde demonstrar esse tão grande amor na cruz morrendo por você. Por isso não desanime deste jogo pois, a batalha já foi ganha por Jesus Cristo na cruz.


Aliás, falando em cruz, lembre-se dela todos os dias, pois ela é a nossa realidade. Ela nós mostra quem realmente somos. Ela nos faz lembrar que precisamos de Cristo, não só por causa de nossos pecados, ou para nos levarmos ao céu, mas para nos livrarmos de nós mesmos, de nosso egocentrismo, ela permite que tiremos o foco de nós mesmos e colocamos em Deus. É por isso que o mundo odeia a cruz. É por isso que vão fazer de tudo para que você não se lembre dela: o sistema do mundo vai querer te enfeitiçar para que você foque em tudo, menos em Cristo.


Então meu conselho final: se queres de fato ser feliz, nunca se afaste da Palavra de Deus.


Com amor,



Sua mãe Regi Marino.

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